Nos versos do 01 ao 10, Deus, o supremo Soberano,
ordenou (v. 2) que deveria haver autoridades superiores. Todos os cristãos
devem estar sujeitos a essas várias autoridades. Quando Paulo escreveu esta
carta, Nero já estava no poder (54—68 d.C.) o imperador romano que cruelmente
perseguiu os cristãos. Ainda que Paulo tenha exortado os cristãos de Roma a se
submeterem à autoridade de Nero, porque a sua autoridade era proveniente do
próprio Deus, isso não quer dizer que Deus aprovasse todos os atos do seu
governo, bem como os atos cometidos por qualquer governo ou líder. Paulo não
está dizendo que os cristãos teriam que obedecer ao líder que desobedecesse a
Deus, mas estava relatando que por ter autoridade teria conseqüência para
aqueles que desobedecessem a lei, ou seja, a autoridade poderia empunhar a
espada. A condenação não inclui necessariamente o castigo eterno dado por Deus.
Ele pode julgar as pessoas pelas autoridades humanas que Ele próprio
designou. Os governos devem ser
obedecidos, pois eles foram ordenados para castigarem o mal e promover o bem. A
espada é um instrumento de morte. Na época de Paulo, a forma mais comum de
executar a pena de morte era decapitação com a espada. Os cristãos não devem
obedecer ao governo apenas por ser um dever cívico, mas porque esse é o seu
dever espiritual diante de Deus. Paulo relata aos cristãos que precisam
obedecer às leis por duas razões: para evitar o castigo e porque sabem que
devem obedecê-las. É necessário também que paguem seus impostos, por estas duas
mesmas razões. Porque os trabalhadores do governo precisam ser pagos, a fim de
poderem continuar a fazer a obra de Deus, que é servir a vocês. Dêem a cada um
o que lhe é devido: Se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor;
se honra, honra. A lealdade a Deus e a obediência civil geralmente estão
associadas (Mc 12.17). Nós devemos temor e honra a Deus acima de tudo, mas o
pagamento do tributo e do imposto cobrado pela autoridade civil é igualmente
uma obrigação cristã.
Paulo ensina para não dever nada a ninguém a não ser o
amor de uns pelos outros, pois aquele que ama seu próximo tem cumprido a lei. O
amor é uma dívida que nunca é liquidada por completo. Quem ama não faz mal ao
próximo, ou seja, aquele que ama não comete assassinato, não adultera, não
pratica o roubo nem a mentira, não cobiça (v. 9). Logo, quando praticamos o
amor, nós automaticamente cumprimos as determinações da Lei. A bíblia relata
que devemos amar o próximo como amamos a nós mesmos e ao fazermos isso estamos
obedecendo ao seu mandamento.
Nos versos do 11 ao 14, Paulo relata aqui, outra
razão para um viver correto: vocês sabem como já é tarde e que já é a hora de
despertar do sono, o tempo está se escoando a vinda do Senhor está mais próxima
agora do que quando cremos no princípio. A noite já passou e o dia de sua volta
estará aqui logo. Portanto, deixem as más obras das trevas e vistam a armadura
de uma vida direita, como devemos fazer os que vivemos na luz do dia! Sejam
modestos e verdadeiros em tudo o que fizerem, a fim de que todos possam aprovar
a conduta de vocês. Não gastem o tempo em festanças desenfreadas, nem
embebedando-se, ou no adultério e na imoralidade, ou em brigas ou ciumeiras.
Mas peçam que o Senhor Jesus Cristo os ajude a viver como devem e não façam
planos para deleitar-se no mal.
Portanto, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo. Os cristãos
deveriam se revestir de Cristo, ou seja, deveriam assumir em seu caráter
valores como a verdade, a justiça, e a paz.
Deus vos abençoe
muitíssimo,
Pra. Marla Fernandes
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